Publicado por: glauciorocha | 15/04/2009

Como Ocorre o Processo do Live Migration

1) – Instalação do Live Migration

Na primeira etapa do Live Migration (Figura 1 abaixo), o host físico de origem cria uma conexão TCP com o host físico de destino. Esta conexão é usada para transferir os dados de configuração da máquina virtual para o host físico de destino. Um “esqueleto” de máquina virtual é instalado no host físico de destino e a memória é alocada para a máquina virtual de destino.

 
Figura 1 – Instalação do Live Migration

2) -Páginas de Memória são Transferidas de um Nó de Origem para um Nó de Destino

Na segunda etapa do Live Migration (Figura 2 abaixo), a memória atribuída à máquina virtual em migração é copiada através da rede para o host físico de destino. Esta memória é chamada para o working set da máquina virtual em migração. Uma página de memória tem o tamanho de 4 kilobytes. Por exemplo, suponha que uma máquina virtual de nome NYC-SVR2, que é configurada com 1024MB de RAM, esteja migrando para outro host físico Hyper-V™. Todo o conteúdo de 1024MB de RAM atribuído a esta máquina virtual abrange o working set da NYC-SVR2. As páginas utilizadas com o working set da máquina NYC-SVR2 são copiadas para o computador físico Hyper-V™ de destino. Além de copiar o working set da máquina NYC-SVR2 para o host físico de destino, o Hyper-V™, no host físico de origem, monitora as páginas no working set para a máquina NYC-SVR2. Quando as páginas de memória são modificadas pela máquina NYC-SVR2, elas são rastreadas e marcadas como sendo modificadas. A lista de páginas modificadas é simplesmente a lista de páginas de memória da máquina NYC-SVR2 que foi modificada após a cópia de seu working set ter começado. Durante esta fase da migração, a máquina virtual em migração continua a funcionar. O Hyper-V™ repete o processo de cópia de memória várias vezes, cada vez um número menor de páginas modificadas precisará ser copiado para o computador físico de destino.
Após o working set ser copiado para o host físico de destino, inicia-se a próxima etapa do Live Migration.

 
Figura 2 – Páginas de Memória Transferidas

3) -Páginas de Memória C são Transferidas

Um processo final de cópia de memória copia as páginas de memória modificadas restantes da NYC-SVR2 para o host físico de destino. O host físico de origem transfere o estado de registro e de dispositivo da máquina virtual para o host físico de destino. Durante esta etapa do Live Migration, a largura de banda de rede disponível entre os hosts físicos de origem e de destino é crítica para a velocidade do Live Migration. Por essa razão, é recomendado a rede Ethernet de 1 Gigabit. Quanto mais rápido o host físico de origem puder transferir as páginas modificadas do working set das máquinas virtuais em migração, mais rapidamente a migração finalizará. É importante observar que o número de páginas a serem transferidas nesta etapa é ditado pelo quanto a máquina virtual está ativamente acessando e modificando as páginas de memória. Quanto mais páginas modificadas, mais longo será o processo de migração da máquina virtual para permitir que todas as páginas sejam transferidas para o host físico de destino.
Após as páginas de memória modificadas forem completamente copiadas para o host físico de destino, o host físico de destino tem um working set atualizado da NYC-SVR2. Isto significa que o working set da máquina NYC-SVR2 está presente no host físico de destino no estado exato que ele estava quando a máquina NYC-SVR2 começou o processo de migração.

Observação: O processo do Live Migration pode ser cancelado a qualquer momento antes desta etapa da migração.


Figura 3 – Páginas Modificadas Transferidas

4) -Mudar o Controle de Armazenamento da Origem para o Destino

Na quarta etapa do Live Migration (Figura 4, abaixo), o controle de armazenamento relacionado à NYC-SVR2, tal como os arquivos VHD ou os discos pass-through, é transferido para o host físico de destino.


Figura 4 – Mudança do Controle de Armazenamento

5) -A Máquina Virtual Torna-se Online no Servidor de Destino

Na quinta etapa do Live Migration (Figura 5, abaixo), o servidor de destino agora tem o working set atualizado da NYC-SVR2, bem como o acesso a qualquer armazenamento usado pela NYC-SVR2. Neste momento a NYC-SVR2 é retomada.


Figura 5 – Máquina Virtual Retomada

6) -Reconfiguração da Rede

Na fase final do Live Migration, a máquina virtual migrada está sendo executada no servidor de destino. Neste momento, uma mensagem é enviada para o switch de rede física, que faz com que ele reaprenda os endereços MAC da máquina virtual migrada, de maneira que o tráfego de rede para e da NYC-SVR2 possa usar a correta porta de switch.

O processo do Live Migration se completará em menos tempo do que o intervalo de timeout do TCP para a máquina virtual que está sendo migrada. Os intervalos de timeout do TCP variam com base na topologia da rede e em outros fatores. As seguintes variáveis podem afetar a velocidade do Live Migration:
 O número de páginas modificadas na máquina virtual a ser migrada: quanto maior o número de páginas modificadas, mais tempo a máquina virtual permanecerá em um estado de migração;
 A largura de banda de rede disponível entre os computadores físicos de origem e de destino;
 A configuração de hardware dos computadores físicos de origem e de destino;
 A carga nos hosts físicos de origem e de destino;
 A largura de banda disponível (rede ou Fiber Channel) entre os hosts físicos Hyper-V™ e o armazenamento compartilhado.

Abraços,

Glaucio Rocha


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